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Casamento sem Sexo - Quanto tempo dura esta relação?

Qualquer relacionamento, principalmente os estáveis e de "longa data", costuma atravessar alguns períodos em que a atividade sexual é menos frequente. Uma fase mais morninha — que para alguns é de "seca" total — pode ser resultado de vários fatores.

A diminuição ou ausência de sexo em determinadas épocas do casamento é algo natural e costuma estar associada a momentos críticos da vida, como nascimento de filhos, reforma da casa, estresse no trabalho, conflitos interpessoais, crise financeira ou afetiva, abuso de álcool e ou drogas, infidelidade etc.

Demais tópicos:

- Relacionadas?

- amizade e cumplicidade seguram a situação?

- afastamento emocional é um risco?

Adriana Dalla Coletta Boteon
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Thaís Gomes
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Paula Torres
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Casamento sem sexo: quanto tempo dura?

Não tem um prazo fixo. Alguns casais aguentam anos nessa fase “seca” e continuam bem. Outros mal passam de alguns meses e a relação começa a sofrer.

É normal o sexo diminuir em fases difíceis da vida — filhos pequenos, estresse no trabalho, problemas financeiros, brigas acumuladas ou cansaço emocional. Isso acontece com muitos casamentos de longa data.

A amizade e cumplicidade ajudam bastante e podem segurar o relacionamento por um bom tempo. Muitos casais viram grandes parceiros de vida e seguem felizes assim.

Porém, o grande risco é o afastamento emocional. Quando o sexo some por muito tempo, o casal pode começar a se sentir mais como colegas de quarto do que como marido e mulher. Surge uma distância silenciosa, menos desejo de se conectar de verdade, e às vezes até ressentimento.

No final, o que importa não é só quanto tempo dura, mas se os dois ainda se sentem conectados e se estão dispostos a conversar abertamente sobre isso. Muitos conseguem reacender a intimidade, outros aceitam uma relação mais afetiva e platônica. O importante é não fingir que está tudo bem quando não está.

Se estiver passando por isso, vale a pena falar com sinceridade (ou buscar ajuda profissional). Você não está sozinho nisso.

Essa ficou bem mais curta e leve, fácil de ler. Quer que eu deixe ainda menor ou mude algum trecho? Regular Smile

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Psicanalista e Terapeuta de Casal e Família

Quando o sexo desaparece de um casamento, nem sempre estamos falando apenas de uma questão física muitas vezes, o que se silencia no corpo já não encontra lugar na palavra.

O desejo não funciona por obrigação nem por rotina; ele está ligado à forma como o outro é percebido, ao espaço que existe para a troca, para a falta e para o encontro. Quando isso se enfraquece, o vínculo pode se manter na forma de parceria, amizade ou até convivência funcional mas algo do campo do desejo pode estar deslocado.

A amizade e a cumplicidade podem sustentar a relação por um tempo, mas não necessariamente substituem o desejo. Em alguns casos, elas convivem com ele; em outros, ocupam o lugar onde antes havia tensão, atração e diferença.

A questão central não é “quanto tempo isso pode durar”, mas o que essa ausência está dizendo: há algo que deixou de ser dito? Há ressentimentos, frustrações ou mudanças na forma de ver o outro? Ainda existe investimento nesse encontro ou a relação passou a ser mantida mais por hábito, medo ou conveniência?

O afastamento emocional, muitas vezes, começa de forma sutil  e o corpo apenas acompanha esse movimento. Por isso, mais do que buscar uma resposta pronta, é importante poder olhar para o que se perdeu, o que ainda pode ser ressignificado e, principalmente, se ainda há desejo de sustentar esse vínculo de forma viva.

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Na perspectiva existencial, não existe um cronômetro para o desejo ou para a duração de um vínculo. Uma relação dura enquanto o sentido de estarem juntos for maior do que o vazio da ausência. O tempo de duração de um casamento sem sexo é relativo à capacidade de cada casal de ressignificar sua intimidade. Para alguns, o sexo é o pilar da comunicação; para outros, o hiato sexual é um fenômeno passageiro diante das angústias da vida, como o luto, o nascimento de filhos ou o esgotamento profissional. A relação resiste enquanto houver abertura para o diálogo sobre esse "não-dito" e enquanto ambos estiverem dispostos a olhar para o que essa ausência revela sobre o modo como estão coexistindo.

Na fenomenologia, compreendemos o ser humano como um "ser-no-mundo", o que significa que o que acontece lá fora atravessa o corpo e o desejo dentro da relação. Esses eventos não são apenas "causas", mas situações que alteram a nossa percepção de prazer e segurança. Muitas vezes, a "seca" sexual é o corpo comunicando uma sobrecarga existencial que a fala ainda não deu conta de expressar. 

A amizade e a cúmplicidade são modos fundamentais de cuidado e podem, sim, sustentar o vínculo durante períodos de escassez sexual. No entanto, é preciso observar se essa cumplicidade não está se tornando um refúgio para evitar o confronto com o desejo ou com a falta dele. Se a parceria serve como uma base segura para que o casal atravesse a crise e busque redescobrir o prazer, ela é um suporte vital. Mas, se ela se torna o único modo de existência do casal, a relação pode transitar de um encontro erótico para uma convivência puramente fraternal, o que pode ou não ser satisfatório, dependendo do projeto de vida de cada um.

O risco não é a ausência de sexo em si, mas o silêncio que pode se instalar em torno dela. O afastamento emocional acontece quando o casal deixa de se encontrar na verdade de seus sentimentos. Quando a falta de sexo deixa de ser uma fase e passa a ser um tabu, cria-se um abismo onde a solidão a dois se manifesta. A clínica fenomenológica busca justamente evitar esse afastamento, incentivando que o casal coloque "entre parênteses" as expectativas sociais e olhe para o que eles realmente sentem, resgatando a autenticidade do encontro e a possibilidade de se reencantarem um pelo outro.

 

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