SOFRIMENTO:PEDIDO DE AJUDA OU FORMA DE CONTROLE?
Na clínica contemporânea, observa-se um aumento significativo de discursos centrados no sofrimento, na fragilidade e na exposição da dor. A psicanálise nos ensina que toda dor merece escuta, mas também nos convoca a interrogar a função que o sofrimento ocupa na economia psíquica do sujeito. Em que momento a dor deixa de ser um pedido de ajuda e passa a funcionar como estratégia inconsciente de manutenção de vínculos, isenção de responsabilidade ou controle do outro? Até que ponto acolher sem interpretar não se transforma em reforço da repetição sintomática?
Pergunta para o fórum:
Existe um limite ético entre escutar o sofrimento e sustentar o sujeito no lugar de vítima? Quem define esse limite: o analista, o paciente ou a relação transferencial?