Quando arrancar cabelos deixa de ser hábito: entendendo a tricotilomania
O que é tricotilomania?
A tricotilomania é um transtorno psicológico caracterizado pelo impulso recorrente de arrancar cabelos ou pelos do próprio corpo, como couro cabeludo, sobrancelhas, cílios ou outras regiões. Esse comportamento costuma ocorrer de forma repetitiva e difícil de controlar, mesmo quando a pessoa tenta parar.
O transtorno faz parte dos chamados transtornos relacionados ao controle de impulsos e comportamentos repetitivos, e pode gerar sofrimento significativo e impactos emocionais importantes. Não é “falta de força de vontade”. Muitas pessoas que sofrem com tricotilomania relatam sentimentos intensos de culpa, vergonha e frustração. É comum ouvir frases como “é só parar”, mas a realidade é que o comportamento não acontece por escolha consciente.
Em geral, o ato de arrancar cabelos está associado a:
- Alívio temporário da ansiedade ou tensão
- Tentativa de regular emoções difíceis
- Sensação de prazer, alívio ou desligamento momentâneo
Após o comportamento, porém, surgem sentimentos de arrependimento e autocobrança, mantendo um ciclo difícil de romper.
Quais são os sinais mais comuns?
Alguns sinais frequentes da tricotilomania incluem:
- Falhas visíveis no couro cabeludo ou em outras áreas do corpo
- Tentativas repetidas e frustradas de parar de arrancar os cabelos
- Uso de acessórios ou estratégias para esconder as falhas
- Sofrimento emocional relacionado ao comportamento
- Prejuízos na autoestima, relações sociais ou rotina
Cada pessoa pode vivenciar o transtorno de maneira diferente.
Existe tratamento?
Sim. A psicoterapia, especialmente abordagens baseadas na Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC), tem mostrado bons resultados no tratamento da tricotilomania.
O acompanhamento psicológico ajuda a:
- Compreender os gatilhos emocionais do comportamento
- Desenvolver estratégias alternativas ao impulso
- Trabalhar a relação com a ansiedade e o autocontrole
- Reduzir culpa, vergonha e autocrítica
Em alguns casos, pode haver avaliação psiquiátrica conjunta, dependendo da intensidade dos sintomas.
Buscar ajuda é um passo importante
Conviver com a tricotilomania pode ser silencioso e solitário, mas é importante saber que existe tratamento e acolhimento profissional. Procurar ajuda psicológica não significa fraqueza, e sim cuidado consigo mesmo.
Se você ou alguém próximo apresenta sinais desse transtorno, conversar com um psicólogo pode ser o primeiro passo para quebrar esse ciclo.