A Vontade Imparável de Continuar

Artigo | Autoaceitação

A Vontade Imparável de Continuar

Não vamos ganhar sempre. Haverá batalhas para as quais levaremos toda a nossa coragem e das quais regressaremos de mãos vazias. Haverá portas que não conseguiremos abrir, pessoas que não poderemos salvar e sonhos que, apesar de todo o nosso esforço, permanecerão por cumprir.

Não podemos ser perfeitos. A perfeição é uma exigência impossível, uma prisão construída pelo medo de falhar. Somos feitos de contradições, hesitações, erros e recomeços. Por vezes, dizemos aquilo que não queríamos dizer; noutras ocasiões, permanecemos em silêncio quando deveríamos ter falado. Somos falhos porque somos humanos.

Também não podemos controlar tudo. A vida não obedece inteiramente aos nossos planos. As pessoas mudam, os afectos desencontram-se, o tempo transforma-nos e o inesperado entra sem pedir licença. Podemos escolher os nossos passos, mas não decidir o comportamento do mundo.

Contudo, existe em nós uma vontade imparável de continuar. Uma força que não depende de vencermos sempre, de sermos perfeitos ou de dominarmos todas as circunstâncias. Continuamos porque, mesmo feridos, ainda conseguimos imaginar outro caminho. Continuamos porque cada queda nos ensina uma nova maneira de nos levantarmos.

Talvez a verdadeira coragem não esteja em nunca perder, mas em não permitir que a derrota seja a última palavra. Não está em evitar todos os erros, mas em aprender com eles. Não está em controlar a vida, mas em atravessá-la com dignidade, mesmo quando ela nos conduz por lugares que nunca escolheríamos.

  • Não vamos ganhar sempre.
  • Não seremos perfeitos.
  • Não controlaremos tudo.

Mas enquanto houver em nós essa vontade indomável de avançar, nenhuma perda será absoluta, nenhum erro será definitivo e nenhuma noite conseguirá convencer-nos de que o caminho terminou.