A psicose em Shelder: uma análise freudiana do amor
Introdução
Para Freud a psicose é um estado temporário de amor, desejamos aquilo que nos completa e só damos valor, isso é fato querido leitores, depois que perdemos. Na psicose é comum amar quem não ama e desejar quem não desejam. É dar o que não tem, uma arte que existe maturidade e cuidado e também é o caminho para integração da personalidade.
Desenvolvimento
Devemos tomar cuidado com o “amor” pois tendemos a projetar no outro qualidades exageradas. Escolhemos nossos parceiros de forma inconsciente e muitas vezes acabamos repetindo padrões emocionais da infância e ligadas as nossa figura parentais. Você já reparou no quanto nos repetimos nos amores que escolhemos?
Por experiência pessoal meus queridos leitores, meu primeiro companheiro que amei incondicionalmente, que Deus o tenha, era uma representação da minha mãe... Eram até dos mesmo signo, mas era superprotetor, controlador (de um jeito bom) e maníaco por limpeza. Como eu queria ter herdado esse traço de ambos, sou bastante desorganizado... Enxergo isso como um ato de rebeldia a superproteção e a necessidade controle que os dois tinham sobre mim.
O amor, o ciúme e a paixão para Freud são intimamente ligados ao inconsciente, dos desejos e experiências emocionais do id.
Amar significa investir afetivamente em alguém, tornando essa pessoa objeto do desejo e afeto. O amor adulto frequentemente carrega marcas de experiências infantis, afetos familiares e desejos reprimidos.
Eu, assim como Freud, considero o ciúme um sentimento complexo e universal, mas um grão de sal que tempera o amor.
Dentro de uma escala normal, o ciúme envolve o medo real de perder a pessoa amada para um rival, mas devemos tomar cuidado, amados leitores para não atribuímos ao parceiro desejos e infidelidade que pertencem a nós mesmos distorcendo a percepção da realidade geralmente revelando insegurança narcísicas e conflitos interno.
Uma frase célebre de Freud é que não há nada mais insano do que estar apaixonado, costumamos idealizar e dar atributos que ultrapassam as características reais. Nosso ego tende a empobrecer em favor do objetivo do objeto amado diminuindo nossa capacidade de crítica.
Conclusão
“Ninguém é tão alguém que não precise de ninguém”. Amar é uma das experiências mais enriquecedoras da vida e dizendo até biblicamente encobre qualquer transgressão. O amor nunca falha. Mas nele esconde um vazio e uma necessidade constante de reconhecimento e dependência do objeto amado que pode nos causar dor e é exatamente aí que a psicanálise exerce um papel fascinante.
Devemos nos autoanalisar e também se deixar ser analisado por um profissional para sabermos quais são exatamente as condições de que nos prendem nos ciclos de repetição, principalmente querido leitores em casos de relacionamentos abusivos e tóxicos. O que nos leva a escolher sempre os mesmos perfis de parceiros? É exatamente aí que devemos agir... Identificar os padrões que nos prendem a certos tipos de pessoas é importante para quebrar o ciclo. Agora deixo aqui uma reflexão e um questionamento socrático: ”Podemos adoecer tentando mudar alguém”, mas será que seríamos, amados leitores capazes de mudar por alguém? Ou encontrarmos alguém capaz de mudar por nós?
O que para você seria um romance bom?
Ah, o amor e suas mazelas... É insano, mas é bom, simplesmente é bom amar.
BIBLIOGRAFIA
- Meu diário
- E Freud célebres frases e conceitos